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Manutenção IndustrialFormação técnica
Hidráulica Industrial Portal
Formação industrial aprofundada

Hidráulica Industrial

Fundamentos de sistemas hidráulicos: bombas, atuadores, válvulas, fluidos e análise de falhas.

17 módulos Avaliação final Certificado verificável Gratuito

Aula 13: Acumuladores


Muitas são as funções às quais confiamos a utilização dos acumuladores. Basicamente sua
função principal seria a de acumular uma energia potencial (sob a forma de líquido sob pressão), para
restituí-la no momento requerido e com a rapidez desejada.

Porém, antes de estudarmos sua aplicação, veremos primeiro, suas características de construção
interna a fim de melhor compreendermos seu funcionamento e utilização.

1. TIPOS DE ACUMULADORES - CLASSIFICAÇÃO CONSTRUTIVA
Os acumuladores podem ser divididos basicamente em três tipos: por gravidade ou peso, por mola, e a gás.

1.1. Acumuladores a peso ou por gravidade
Este é um acumulador de pressão constante. Compõe-se basicamente de um cilindro onde corre
internamente um pistão, com vedações apropriadas, sendo que existe um peso que é aplicado diretamente sobre o pistão.
A relação entre o peso e a área do pistão irá originar uma pressão que é transmitida ao fluido. Como para um determinado peso a relação F/A não varia, a pressão fornecida ao fluido também não irá se alterar.

1.2. Acumulador por mola
O acumulador por mola é semelhante, em construção, ao acumulador por gravidade, diferindo somente que neste existe uma mola no lugar do peso.
Este acumulador não é de pressão constante pois, à medida que o fluido vai sendo descarregado, vai diminuindo a força atuante da mola sobre o pistão, resultando em um decréscimo da pressão acumulada.

1.3. Acumulador a gás
Este tipo de acumulador é de pressão variável pois, à medida que o fluido vai sendo descarregado, vai diminuindo a pressão no gás, ocorrendo o mesmo no lado do fluido.

  • 1.3.1. Acumulador a gás do tipo pistão separador: Utiliza um pistão para separar o gás do fluido. Apresenta problemas de atrito interno e inércia devido à massa do pistão.

  • 1.3.2. Acumulador a gás de nível livre: Não existe separação física entre o fluido e o gás. O gás pode se dissolver no fluido, exigindo recargas periódicas.

  • 1.3.3. Acumulador a gás com elemento separador flexível: São os preferidos nos sistemas hidráulicos por não terem os problemas dos outros tipos. Podem ser de diafragma ou de bexiga.


2. CONSIDERAÇÕES SOBRE QUE TIPO DE ACUMULADOR EMPREGAR
Os acumuladores a gás com elemento separador flexível, por não apresentarem problemas
de atrito ou solubilidade do gás, são os preferidos. Apresentam, entretanto, a
desvantagem de não poderem trabalhar em temperaturas muito elevadas.
O gás geralmente utilizado é o nitrogênio, por se tratar de um gás inerte, oferecendo pouco ou nenhum perigo com relação a explosões.

3. APLICAÇÕES
Dentre os mais diversos tipos de aplicações em que podemos ter a utilização de um acumulador,
salientamos as que seguem:

  • 3.1. Como fonte de potência auxiliar: Durante certa parte do ciclo, o acumulador é carregado para depois descarregar o fluido armazenado, completando o ciclo de maneira mais rápida, em auxílio à bomba.

  • 3.2. Como compensador de vazamentos: Se o sistema fica pressurizado durante longo período, o acumulador pode manter a pressão, permitindo que a bomba seja desligada e evitando aquecimento desnecessário.

  • 3.3. Como compensador da expansão térmica: Em circuitos fechados, o acumulador absorve o volume "a mais" de fluido gerado pela dilatação térmica, evitando picos de pressão.

  • 3.4. Como fonte de potência de emergência: Em caso de falha de energia, o acumulador pode fornecer fluido para realizar uma operação crítica, como bascular um forno de fundição.

  • 3.5. Como contrabalanceador volumétrico: Em circuitos fechados com cilindros de haste simples, o volume de avanço é maior que o de retorno. O acumulador armazena o excesso de fluido do retorno para usá-lo no avanço, suprindo a bomba.

  • 3.6. Como absorvedor de choques hidráulicos ou pulsações: O acumulador pode absorver picos de pressão (choques) e pulsações causadas pela bomba ou pela carga, protegendo o sistema.

  • 3.7. Como fonte de energia auxiliar em circuitos de duas pressões: Pode ser usado em conjunto com bombas em paralelo para fornecer uma vazão extra em momentos de avanço rápido de prensas, por exemplo.

  • 3.8. Como mantenedor de pressão: Similar ao compensador de vazamentos, mantém a pressão no atuador enquanto a bomba descarrega livremente para o tanque.


4. DIMENSIONAMENTO
Para dimensionar um acumulador, utiliza-se a Lei de Boyle para os gases: P1 * V1^n = P2 * V2^n.
O expoente "n" varia conforme a velocidade da compressão/expansão:

  • Condição Isotérmica (lenta, n=1.0): Há tempo para a troca de calor.

  • Condição Adiabática (rápida, n=1.4): Não há tempo para a troca de calor.

O manual fornece as fórmulas e um exemplo de cálculo para determinar o volume necessário do acumulador (V1) com base no volume de fluido a ser descarregado (Vx) e nas pressões máxima (P2), mínima (P3) e de pré-carga (P1).

5. OBSERVAÇÕES FINAIS
5.1. Instalação: É conveniente que todos os acumuladores sejam montados na posição vertical com a válvula de gás para cima, a fim de eliminar desgastes desuniformes. Após a instalação, é necessário sangrar todo o ar do sistema.
5.2. Segurança: É conveniente que o acumulador seja descarregado (exceto a pré-carga) quando a máquina não estiver em uso. Também é interessante colocar uma proteção em torno do acumulador com os dizeres - "PERIGO, ACUMULADOR SOB PRESSÃO".
5.3. Manutenção: Uma boa manutenção se limita a manter a pressão correta e evitar vazamentos. Ao recarregar, use exclusivamente nitrogênio. Oxigênio ou ar comprimido podem causar explosão ou oxidação. Nunca trabalhe em um acumulador sob pressão; alivie a pressão hidráulica e pneumática antes de qualquer intervenção.

Aula 14: Intensificadores


Os intensificadores de pressão (às vezes denominados "Boosters"), são dispositivos que
convertem fluido à baixa pressão em fluido à alta pressão, isto é, intensificam a pressão de um sistema
hidráulico.

O princípio de funcionamento desse equipamento baseia-se em uma relação de áreas (veja item
5.6. Pressão Induzida, no capítulo de cilindros), ou vantagens mecânicas, para intensificar a pressão
sem adicionar potência ao sistema.

1. TIPOS DE INTENSIFICADORES DE PRESSÃO
Existem dois tipos básicos de intensificadores de pressão, o de simples efeito e o de duplo efeito
ou ação contínua.

1.1. Intensificador de Pressão de Simples Efeito
O princípio de funcionamento do intensificador de simples efeito pode ser facilmente
entendido pela figura que segue.
O fluido à baixa pressão, quando dirigido para a tomada de entrada do intensificador, age
contra a área maior do êmbolo. A força resultante da aplicação da pressão sobre essa área, tende a
deslocar o êmbolo para a direita. Essa mesma força fará com que a haste "empurre" o fluido situado
na câmara menor para fora a alta pressão.

A pressão de saída (P2) será tantas vezes maior do que a pressão de entrada (P1) quanto maior for a relação de áreas. Por exemplo, se a relação de áreas for 3:1, teremos P2 = 3 * P1.

Devemos observar entretanto que a quantidade de fluido a alta pressão enviado para o circuito
será inversamente proporcional à quantidade de fluido introduzida a baixa pressão no intensificador,
ou seja, sacrificamos a vazão para permitir um ganho na pressão. A potência do sistema (P x Q) permanecerá constante.

1.2. Intensificador de ação contínua
O intensificador de ação contínua é uma unidade que contém diversos elementos e possui
movimento recíproco contínuo de tal forma que permite uma descarga contínua de fluido a alta
pressão. Todas as partes do intensificador operam à baixa pressão, exceto as extremidades das hastes e as
quatro válvulas de retenção simples. A área maior sobre a área menor determina a exata relação de
multiplicação do intensificador.

2. EXEMPLOS DE APLICAÇÃO
2.1. Circuito para prensa de duplo efeito
Os intensificadores podem ser aplicados em muitos tipos de circuitos que exijam força excessiva.
Em um circuito de prensa, com a válvula direcional na posição de avanço, o êmbolo
move-se alimentado pela totalidade da vazão da bomba de baixa pressão.
Quando ocorre oposição ao movimento do êmbolo, originada pela carga, a pressão começa a se elevar.
Nesse momento, uma válvula de sequência abre a passagem de fluido para o intensificador que opera convertendo o fluido a baixa pressão para alta pressão, enviando-o para o atuador e retornando o excedente para o reservatório.

2.2. Circuito para prensa de simples efeito
Os mesmos componentes são necessários para se utilizar o intensificador. A única válvula adicional é a de retenção pilotada, que liga o atuador diretamente ao reservatório.

3. CARACTERÍSTICAS DOS INTENSIFICADORES DE AÇÃO CONTÍNUA RACINE
O manual apresenta gráficos e tabelas com as características de funcionamento do intensificador, mostrando a relação entre a vazão de entrada (baixa pressão) e a vazão de saída (alta pressão). Como as perdas no intensificador são desprezíveis, sua eficiência é extremamente alta.

4. OBSERVAÇÕES FINAIS
4.1. Alteração da relação Alta Pressão/Baixa Pressão
Podemos variar a relação alta pressão/baixa pressão artificialmente, através da introdução de uma contrapressão na linha de retorno do intensificador. A pressão de saída é regulada e ajustada por uma válvula de alívio na linha de retorno.

4.2. A válvula de sequência
A válvula de sequência que trabalha em conjunto com o intensificador deve ter uma construção especial. Ela é projetada para operar com pressões diferentes nas tomadas de entrada/saída e no piloto. Quando se aplica uma válvula de sequência num sistema com intensificador é absolutamente necessário que a tomada piloto seja ligada ao ramal de alta pressão para evitar instabilidade e falhas.

4.3. Choques pulsantes
Alguns circuitos exigem intensificadores com vazão a alta pressão mais suave. A experiência tem demonstrado que um pequeno acumulador, com capacidade para um litro, colocado no lado da entrada do intensificador, evitará choques prejudiciais. Para evitar pulsações no lado da alta pressão, um acumulador de um a quatro litros, pré-carregado a 60 ou 70% da alta pressão esperada, removerá a maior parte das pulsações.

4.4. Manutenção da Alta Pressão
Uma válvula de alívio deve ser instalada naquelas aplicações onde períodos prolongados de manutenção da alta pressão são encontrados, como em prensas com platôs aquecidos. A condução do calor para o fluido causa sua expansão, gerando uma pressão maior do que a fornecida pelo intensificador. A válvula de alívio evita a geração de pressão excessiva.

Aula 15: Trocadores de Calor


Para que o sistema hidráulico não sofra um desgaste excessivo, temos de assegurar que a
viscosidade do fluido permaneça dentro de uma faixa recomendada pelo fabricante do equipamento.
Sabemos também, que essa viscosidade varia com a temperatura (ver "índice de viscosidade" no
capítulo de "fluidos hidráulicos"). Dessa forma, em certas ocasiões, devemos introduzir um trocador
de calor no sistema a fim de conseguirmos um controle adequado da temperatura e indiretamente da
viscosidade do fluido utilizado no sistema.

Existem duas formas de se trocar calor com um corpo, conforme se queira: Resfriando-o ou
aquecendo-o. Naturalmente, insistiremos mais na parte do resfriamento, pois o que geralmente ocorre na
prática é a geração de calor por parte do sistema hidráulico, deixando para o encerramento deste
capítulo a necessidade de se aquecer o fluido do sistema.

Antes de começarmos a nos aprofundar no assunto, devemos recordar que o calor é sempre
transmitido de um corpo mais quente para outro mais frio e que, essa forma de transmissão pode ser
feita de três maneiras:

  • a) Condução - O calor é transmitido através do próprio corpo;

  • b) Radiação - O calor é transmitido pelo meio ambiente. Exemplo típico é a radiação solar;

  • c) Convecção - O calor é transmitido através da circulação do fluido. A convecção pode ser natural ou forçada.


1. RESFRIADORES
Mesmo no melhor projeto de um sistema hidráulico iremos ter perda de potência e grande parte
dessa perda se transforma em calor que é transmitido ao fluido. Em sistemas de pequeno porte esse
calor é geralmente dissipado na própria tubulação, válvulas, reservatórios e/ou outros equipamentos
que compõem o circuito. Já em sistemas de porte mais elevado, 25 H.P. ou mais, as áreas de troca de
calor (tubos, reservatórios, etc.), não serão suficientes para dissipar uma quantidade de calor maior
gerada no circuito. Nesse caso existe a necessidade de se introduzir um resfriador para a dissipação do
calor em excesso.

É fácil entendermos porque o fluido de um sistema aquece. Imaginemos um fluido sob pressão
que esteja sendo descarregado pela válvula de alívio de um sistema hidráulico. Para passar pela válvula
de alívio, praticamente toda a energia contida no fluido é liberada (sai de uma pressão elevada para a
pressão atmosférica) e a única forma de liberação dessa energia se traduz em forma de calor.

Podemos nos utilizar de diversos artifícios para minimizar o superaquecimento do sistema como por exemplo:

  • - Procure utilizar um reservatório que possua uma superfície (área) de troca de calor a maior possível;

  • - Esteja certo de que o reservatório está instalado em uma região bem ventilada onde o escoamento de ar seja livre;

  • - Projete o circuito hidráulico de forma que quando não estiver efetuando trabalho, a bomba possa descarregar o fluido livremente para tanque com a pressão o mais próximo possível de zero;

  • - Procure sempre regular a válvula de alívio à pressão mais baixa possível, observando naturalmente a mínima pressão de trabalho;

  • - Procure evitar a utilização de válvulas redutoras de pressão ou de controle de vazão, usando-as apenas quando são absolutamente essenciais ao sistema;

  • - Sempre que possível, utilize como processo controlador de velocidade dos atuadores, o sistema de sangria (bleed-off) de controle de vazão.


1.1. Tipos de resfriadores
De acordo com o princípio de resfriamento, existem dois tipos principais de resfriadores: Resfriador a ar ou radiador, e resfriador a água.

1.1.1. Resfriador a ar ou radiador
Aqui os dutos de fluido são envoltos em aletas de grande superfície. De forma a se aumentar a
capacidade de resfriamento, pode se aplicar uma circulação de ar forçada através de um ventilador.
Esse tipo de resfriador, por ter um coeficiente de transmissão de calor muito baixo (20kcal/m²/h/°C), são pouco utilizados na área industrial, principalmente em locais de clima quente.

1.1.2. Resfriadores a água
Se o processo de resfriamento através da água for viável, esse deve ser o escolhido, pois, além de
ser econômico, é muito mais leve e compacto, comparado com os radiadores. Esse tipo de resfriador consiste basicamente de um feixe de tubos de cobre ou liga desse material, fechado em um tubo de aço.
O fluido refrigerado pode passar por fora ou por dentro dos tubos, sendo que, no segundo caso, a
limpeza será mais fácil de ser efetuada. A entrada do fluido refrigerante é geralmente feita do lado oposto ao da entrada do fluido a ser
refrigerado (sistema contracorrente) a fim de se evitar o choque térmico e aumentar a eficiência dos sistemas.

1.2. Cálculos para resfriadores
Sabemos que a perda de carga em um sistema se traduz em perda de energia ou potência que se
transforma em calor. Dessa forma, uma vez calculada a perda de carga em um sistema hidráulico, poderemos calcular a quantidade de calor que é gerada no sistema a partir da seguinte expressão:
q = 1,4 * ΔPt * Q (kcal/h)
onde, ΔPt = Perda de carga total em kgf/cm² e Q = Vazão em l/min.

1.3. Observações finais sobre resfriadores
Qualquer que seja o tipo de resfriador utilizado, é conveniente que se faça passar pelo
intercambiador a maior vazão possível de fluido a ser refrigerado; por esse motivo se intercala o
trocador, preferivelmente, na linha de retorno. Deve-se tomar atenção à necessidade de se proteger o trocador contra sobrepressões, posto que
os mesmos não são desenhados para resistir a pressões elevadas.

2. AQUECEDORES
São duas as razões principais da introdução de um aquecedor em um sistema hidráulico, ambas
com o mesmo propósito, isto é, manter o fluido em uma viscosidade adequada.
Vejamos, por exemplo, o caso em que o sistema trabalha normalmente a uma temperatura
muito elevada. Dessa forma, o fluido recomendado para operação deve possuir uma viscosidade
própria de trabalho nessa temperatura. Podemos observar entretanto, que quando esse sistema
encontra-se em repouso durante um tempo determinado, a temperatura do fluido passa a ser a mesma
do meio ambiente e a sua viscosidade irá se alterar para um valor mais elevado. Sucede que em alguns casos essa viscosidade torna-se tão alta que causa problemas na sucção do
sistema e, para que isso seja evitado, introduzimos um aquecedor para início de operação.
Outra razão para a introdução de um aquecedor seria a necessidade de manter uma dada
temperatura, uma vez que o sistema trabalha em um local de clima muito frio ou em locais de temperatura inferior àquela do meio ambiente como no caso de câmaras frigoríficas.

2.1. Tipos de aquecedores
Podemos ter vários tipos de aquecedores. Quanto à sua aplicação no sistema, devemos levar em
consideração diversos fatores como: temperaturas inicial e final do fluido; tipo de fluido; massa e/ou
volume; quantidade de calor a ser fornecida; tempo de aquecimento; economia e controle, etc.
Entre os diversos tipos de aquecedores podemos ter os elétricos ou os combustíveis. Os
elétricos podem variar desde a introdução de uma resistência mergulhada no fluido até uma
indução em torno do reservatório. Os que utilizam meios combustíveis podem ser a gás, diesel ou óleo combustível que a partir da
queima aquecem o fluido do sistema hidráulico.

Aula 16: Outros Equipamentos


Um sistema hidráulico utiliza, além dos equipamentos que já vimos descritos nos capítulos
anteriores, outros equipamentos que, de acordo com sua função, são essenciais ou facilitam a
montagem e manutenção, ou ainda, auxiliam na automatização de um circuito.
Devido a grande diversificação de determinados equipamentos, salientaremos aqui aqueles mais
utilizados na prática.

1. MOTOR ELÉTRICO
Devido aos preços elevados que os combustíveis atingiram na atualidade, sempre que existe
disponibilidade de energia elétrica, preferimos o motor elétrico em detrimento dos motores térmicos
pois, além de ser mais econômico, é mais compacto e não polui o ambiente.


  • 1.1. Velocidade: A velocidade do motor elétrico (número de rotações por minuto) deve ser dimensionada a partir das velocidades mínima, ideal e máxima, recomendadas pelo fabricante da bomba que será acionada pelo motor.

  • 1.2. Torque de partida: Se um motor está acoplado para acionar uma bomba, esta última, preferivelmente, deve partir sem carga, sendo necessário, às vezes, a introdução de componentes ou artifícios no sistema para observar-se essa condição.

  • 1.3. Pico de sobrecarga: A norma NEMA (National Electrical Manufacturers Association) diz que o motor elétrico pode ter um pico de sobrecarga em pequenos ou curtos espaços de tempo, desde que não excedam de 5 a 10% do ciclo total e 125% da capacidade nominal do motor.

  • 1.4. Ambiente de trabalho: O motor deve ser instalado em locais bem ventilados e sem contaminação, além de ser rigidamente apoiado e ter acesso facilitado para inspeção e manutenção.

  • 1.5. Sentido de rotação: É importante verificarmos o sentido de rotação do motor, pois o mesmo deve coincidir com o sentido de rotação da bomba.

  • 1.6. Potência: Fabricantes de equipamentos hidráulicos costumam fornecer tabelas de potência necessária para o motor, de acordo com a vazão e pressão máxima de trabalho.


2. ACOPLAMENTOS ELÁSTICOS
Já discutimos no capítulo de "Bombas" a importância do alinhamento entre os eixos da bomba e do motor. Como é muito difícil de se ter um alinhamento totalmente perfeito, lançamos mão dos acoplamentos elásticos. A RACINE admite um desalinhamento máximo de 0,127mm para as suas bombas.

3. O BLOCO "MANIFOLD"
Para conseguirmos uma maior compacticidade na disposição de um sistema hidráulico,
costumamos montar sobre o reservatório, além do conjunto motor-bomba, as válvulas de controle do
sistema. Uma solução para problemas de espaço foi a introdução dos blocos "manifold".
São blocos de aço que possuem furações internas que, interligadas na sequência estabelecida no
projeto, substituem grande parte das canalizações.

4. MANÔMETROS
Os manômetros são instrumentos destinados a receber no seu interior uma determinada pressão e
indicá-la. Os mais utilizados nos sistemas hidráulicos são aqueles de mostrador circular e
ponteiro. Quanto à sua construção interna, destacaremos dois tipos: o bourdon e o de
bourdon com glicerina. O manômetro de glicerina é recomendado para linhas com pulsações na pressão, pois a glicerina absorve as vibrações, assegurando uma vida útil satisfatória ao equipamento.

5. TERMÔMETROS
Já mencionados, quando discutimos "Reservatórios". Sua utilização é imprescindível, pois
nunca podemos deixar que o fluido supere a temperatura máxima recomendada pelo fabricante do
equipamento hidráulico.

6. O PRESSOSTATO
Trata-se de um componente eletro-hidráulico que, quando submetido a uma dada pressão
(pressão máxima de regulagem), pode operar de três maneiras distintas:

  • a) envia um sinal elétrico para ligar um componente;

  • b) deixa de enviar um sinal elétrico que antes vinha sendo feito (desliga);

  • c) deixa de enviar um sinal elétrico e envia um sinal elétrico para outro ponto (desliga-liga).


7. O LIMITADOR DE CURSO
Também denominado de "micro-switch", é um dispositivo que, quando acionado, pode agir da
mesma forma que o pressostato (liga, desliga ou liga-desliga). Eletricamente pode ser classificado como um interruptor acionado mecanicamente.

8. O RELÉ DE TEMPO
O relé de tempo é um aparelho que pode possuir um ou mais cames que, acionados por um
pequeno motor síncrono, acionam interruptores que irão ligar ou desligar algum componente elétrico
(geralmente solenoides de válvulas direcionais). Esse equipamento pode ser utilizado para se retardar uma determinada operação no sistema hidráulico, como o "tempo de cura" em uma injetora de plástico.

9. OBSERVAÇÕES FINAIS
A seguir, alguns cuidados que devem ser tomados na utilização de componentes elétricos no sistema:

  • a) Todas as válvulas-solenoide devem estar desenergizadas após o encerramento de cada ciclo de trabalho.

  • b) Devemos usar solenoides imersos em óleo quando o solenoide fica energizado por longos períodos, submetido a ciclagem muito grande, ou em ambientes de alta temperatura ou umidade.

  • e) Um cuidado especial deve ser tomado para que os dois solenoides de uma mesma válvula não sejam acionados ao mesmo tempo, pois isso faria com que queimássemos a bobina de um ou ambos os solenoides.

  • f) Não se deve aplicar um limitador de curso diretamente ao solenoide em aplicações de responsabilidade. É preferível que o limitador acione relés ou contatores que irão acionar os solenoides.

Aula 17: Tabelas e Fórmulas

XVII - FORMULÁRIOS, TABELAS DE CONVERSÃO E UNIDADES DE MEDIDAS

1. FÓRMULAS MAIS UTILIZADAS
Pressão no sistema
  • Pressão = Força / Área (P = F/A)

  • Área do círculo = π * D² / 4

  • Força exercida pelo cilindro = Pressão * Área (F = P * A)

  • Velocidade do cilindro = Vazão / Área (v = Q/A)

  • Volume do cilindro = Área * curso do êmbolo (V = A * s)

  • Vazão no sistema = Velocidade * Área (Q = v * A)

  • Torque do motor hidráulico = (Pressão * volume p/revolução) / (2 * π)

  • Rotação do motor hidráulico = Vazão / Volume por revolução

  • Potência do motor hidráulico = (Torque * rpm) / constante

  • Vazão de saída da bomba = rpm * volume por revolução

  • Potência necessária à bomba = (Vazão * pressão) / (Eficiência * constante)


  • 1.1. Lei dos gases para dimensionamento de acumuladores
  • Para temperatura constante (Isotérmica): P1 * V1 = P2 * V2

  • Para temperatura variável (Adiabática): P1 * V1^n = P2 * V2^n

  • (Para Nitrogênio, o expoente n = 1,4 para condições adiabáticas)


  • 1.2. Outras fórmulas
  • Força de corte para chapas

  • Espessura da parede de cilindros

  • Vazão/Rotação de bombas de engrenagens

  • Velocidades de óleo recomendadas (Sucção, Retorno, Pressão)

  • Diâmetro interno de tubulação recomendado a partir da vazão

  • Cálculos para cilindro com circuito regenerativo (Força, Velocidade e Vazão)


  • 2. UNIDADES DE MEDIDAS
    O manual apresenta uma tabela detalhada (CETOP/RP1) com as unidades do Sistema Internacional (SI) e suas conversões para os sistemas técnico métrico e anglo-americano, cobrindo grandezas como:

    • Longitude (metro, centímetro, polegada)

    • Superfície (metro quadrado, cm², in²)

    • Volume (metro cúbico, litro, galão)

    • Vazão (m³/s, l/min, GPM)

    • Velocidade (m/s, cm/s, ft/s)

    • Massa (Kilograma, libra)

    • Força (Newton, kilopondio, libra-força)

    • Pressão (N/m², bar, kgf/cm², PSI)

    • Viscosidade (Poise, Stokes, SSU)

    • Potência (Watt, Cavalo Vapor, HP)

    • Temperatura (Kelvin, Celsius, Fahrenheit)


    3. TABELAS DE CONVERSÃO DE UNIDADES
    O manual fornece uma extensa lista de fatores de conversão para transformar rapidamente uma unidade em outra. Por exemplo:

    • Para obter PSI a partir de kg/cm², multiplique por 14,22.

    • Para obter GPM (Galões por Minuto) a partir de l/min (Litros por Minuto), divida por 3,785.

    • Para obter H.P. (Horsepower) a partir de kW (Quilowatt), multiplique por 1,341.


    4. OUTRAS TABELAS, DIAGRAMAS E ÁBACOS
    Esta seção final é uma referência visual para projetos e dimensionamentos rápidos. O manual original contém:

    • Tubulações: Tabelas de diâmetros de tubos comerciais, recomendações da JIC para espessura da parede do tubo, e um ábaco para determinar o diâmetro interno do tubo a partir da vazão e velocidade.

    • Perda de Carga: Um ábaco para determinar a perda de carga através de um orifício e o Diagrama de Moody para determinar o fator de atrito a partir do Número de Reynolds.

    • Cilindros: Ábacos para determinar o volume do cilindro, a velocidade do êmbolo, o tempo de deslocamento e a força realizada.

    • Viscosidade: Um diagrama mostrando a variação da viscosidade com a temperatura para diversos tipos de óleo.

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